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Perícia da polícia argentina confirma que Alberto Nisman foi assassinado, diz imprensa local

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O procurador argentino Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner de acobertar o envolvimento de terroristas iranianos em atentado a centro judaico em 1994. (Foto: Reuters/Marcos Brindicci/File)

Os especialistas das forças policiais argentinas realizaram uma reconstrução completa da morte do procurador, encarregado de investigar atentado contra a Amia, e agora entregarão os resultados ao juiz responsável pelo caso.

Uma perícia da Gendarmeria Nacional Argentina (GNA) confirmou que o promotor Alberto Nisman foi assassinado com um tiro na cabeça e que em seu apartamento havia terceiras pessoas que participaram do delito.

Na base dessa análise, a inicial hipótese de suicídio seria descartada completamente e a investigação se orientaria para tentar determinar quem assassinou o promotor.

A apresentação do relatório dos peritos da Gendarmeria ao juiz federal Julián Ercolini ainda não tem data marcada, mas estima-se que deverá ocorrer antes do fim do mês.

De acordo com o jornal argentino Clarín, os investigadores realizaram uma réplica perfeita do banheiro de Puerto Madero, local onde foi encontrado o corpo de Nisman, onde trabalharam 34 especialistas e outros policiais designados pelo tribunal para determinar se Nisman foi assassinado.

As conclusões do relatório são baseadas em várias evidências como o fato que não foram encontrados restos de pólvora no cadáver do promotor, enquanto a arma utilizada para o delito deixa rastos após atirar. Além disso, a própria arma foi encontrada na porta do banheiro, do lado do corpo, o que mostra que sua posição foi modificada, junto ao cadáver. E o tiro mortal teria sido feito atrás da orelha e de forma perpendicular, e não com o cano apoiado na cabeça, algo não comum em casos de suicídio.

A perícia no corpo de Nisman mostrou também que o promotor foi golpeado perna esquerda e na cabeça para não opor resistência e foram encontrados restos de ketamina em seu corpo, provavelmente usada como sedativo, já que nenhum vestígio desta substância foi encontrado em sua casa.

Nisman foi encontrado morto no banheiro de sua residência de Buenos Aires com um tiro na cabeça em 18 de janeiro de 2015, quatro dias depois de ter apresentado uma denúncia contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015) por encobrimento de terroristas. Ele estava investigando o atentado com um caminhão-bomba contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). organização judia de Buenos Aires, no qual morreram 85 pessoas em 1994.

Via G1

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